Secretária Executiva, Professora, Esposa, Mãe, Filha, Irmã e sobre tudo Angelita um ser que ama a vida existente neste imenso hábitat chamado GAIA!
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16 de maio de 2011
6 de maio de 2011

M ã e - Ser que nos ilumina...
Por: Angelita Lombarde Divino
“Mãe, palavra tão pequena que exprime tanto valor, traduz confiança e carinho, força, bondade e amor”. (autor desconhecido)
Era muito pequena quando recitei este verso pela primeira vez em um coral infantil e estas palavras me marcaram muito, me dando a real noção do “Ser Mãe”.
Homenagem a Maria, a Grande Mãe Celestial,
à Gaia, Mãe Terra
a todas as Mamães, e em especial à Avani, Minha Mãe...
A Maria – a Grande Mãe Celestial: que neste dia, em especial, sua luz divina e resplandecente possa alcançar e acalentar os corações dos mais necessitados enchendo-os de carinho, amor e de vida que flui...
A todas as Mamães: Mãe é como música, “A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição”.(Aristóteles)
A Avani, minha Mãe... (em um plano espiritual) :
Mamãe resolvi citar Rubem Alves para lhe dizer que: “A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar”, é impossível não concordar, pois o seu cheiro, as suas palavras e o seu jeito estarão sempre presentes em mim, você me faz muita falta.
Com você aprendi que Ser MÃE é deleitar na essência do ser e sobrevoar o paraíso mesmo sem asas! É deliciar-se nas lembranças despertadas pela minha tão recente experiência, o encanto de “Ser Mãe”.
Mamãe com você aprendi que gestar é como tocar o céu, é ficar em constante estado de êxtase, é como fazer yoga, é ter o corpo, a mente e o espírito em equilíbrio, acalentados pelo universo. Usando as palavras do meu amado e especial Professor Hermógenes “Yoga é independência, é sentir-se bem e feliz em si mesmo, quando fazemos o caminho de volta para casa, momento em que nos unimos à nossa esfera mais sagrada”, e em minha concepção sagrado é Ter e é Ser Mãe, é união, comunhão...
MÃE, maravilhosa bênção de Deus. Você me ensinou a ter amor, a ser amor, a respeitar, ser caridosa, solidária e compreensiva, só não me ensinou o que fazer na sua ausência física.
Você me ensinou a ser muito,
Amar e a conquistar a
Vida todos os dias,
Alçar vôos, e
Nunca, jamais desistir
Irradiante e amorosa MÃE e ser humano: A V A N I
Mamãe inspirada nas palavras da sábia Lya Luft: “lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu”.
Mamãe tenho o prazer de poder dizer neste dia: Mamãe, você, mesmo estando no plano de cima, me ilumina!
Angelita Lombarde Divino
Secretária Executiva - Especialista em Planejamento, Gerenciamento Estratégico e Adm. de Pessoas
angelita@nc.ufpr.br anglombarde@bol.com.br http://angelitalombarde.blogspot.com/
3 de maio de 2011
PENSAR É TRANSGREDIR
Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos. Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido. Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!" O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação. Sem ter programado, a gente pára pra pensar. Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se. Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida. Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado. Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
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